sexta-feira, 11 de maio de 2012
Eu não vou postar nada
Uma tempestade cai lá fora em plena madrugada. O que dizer, o que pensar, o que postar?
Como agir, como sair, como ficar, como se comportar em frente ao PC?
Quero falar, mas não sei o que ao certo. Chuva e sereno me inspiram, mas suspiro e nada sai do lugar.
Sinto algo, mas assim como o The Who, não sei explicar. E nem guitarra sei tocar.
Mas sei quem sabe tocar guitarras e consegue dizer sem dizer nada. Tradução simultânea.
Sentimentos, palavras, madrugada, tempestade e Titãs.
Falsa poesia, imperfeita harmonia... ah, não vou dizer mais nada...
Titãs
Eu não vou dizer nada
Eu não vou falar de amor
E nem vou falar do tempo
Eu não vou dizer nada
Além do que estou dizendo
Eu não vou dizer
O que realmente penso
Até mesmo porque
Não tenho nada a dizer
Eu não vou dizer
O que realmente sinto
Até mesmo porque
Não é o que eu quero fazer
Eu não vou falar de culpa
E nem de arrependimento
Mas só do que eu digo agora
E aqui neste momento
Eu não vou falar
De novo o que eu falei
Eu não vou falar
De mim nem de ninguém
Eu não vou falar
De coisas que eu não sei
E nem vou falar
Do que eu conheço bem
Eu não vou contar uma história
E nem vou dar explicação
Eu não vou falar de flores
E nem da televisão
Eu não vou falar de nada
Eu não vou falar de nada
E isso é só o que basta
Pra fazer esta canção
terça-feira, 1 de maio de 2012
Ai,que preguiça!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Voltando pra casa outra vez
Acho que mesmo pra quem dá meia volta ao mundo levitando de tesão, como Lulu Santos canta em Casa, é sempre bom voltar para nossa "home sweet home". Local ideal para recarregar energias e refletir sobre os caminhos que essa vida doida nos oferece.
E é sempre bom também voltar para esse cantinho virtual tão abandonado pelo dono. Mas em breve ele vai arrumar essa casa de vez, ou então colocar pra vender ou alugar.
Por enquanto é hora de todos aqueles que apreciam uma cama pronta e um rango no fogão curtir uma musiquinha apropriada para a ocasião.
Como em qualquer paixão
Era só fechar os olhos
E deixar o corpo ir
No ritmo...
Uma intoxicação
Me corroendo as veias
Me arrasando pelo chão
Mas sempre tinha
A cama pronta
E rango no fogão...
Me espera no portão
Prá você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê!
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez...
Fosse uma navegação.
Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não
Levitando de tesão
Tanto gozo e sussurro
Já impressos no colchão...
domingo, 11 de setembro de 2011
O 11/09 de cada um
E aí todos os jornalistas, políticos, celebridades e anônimos que falam sobre o assunto fazem aquela cara de quem perdeu um parente na ocasião. Fazem gestos e falam coisas para ficar de bem com o estado politicamente correto de coisas que aflora nos dias atuais. Não que devessem mostrar indiferença e pouco caso do ocorrido, mas alguns exageram na caricatura. Só quem perdeu alguém querido, realmente sabe a dor que é. Só acho válidas as lágrimas e lamentações de quem perdeu um parente ou amigo naquele fatídico dia. Os outros são dispensáveis.
Há uma semana atrás, vivi o meu 11/09 pessoal, e hoje entendo a dor de todos aqueles que já passaram por um 11/09 em suas vidas, ainda que não tenha sido em setembro e nem no dia 11, pouco importa a data.
Nunca quis fazer deste espaço, um blog pessoal, mas a dor que senti e ainda sinto, me faz sair um pouco do script, e faz com que neste dia de hoje me sinta um pouco distante desta nova epidemia de 11/09. E é melhor assim, pois não me sinto no direito de fazer coro com a dor dos parentes das vítimas. Apenas respeito, mas não vou falar ou escrever como se fosse um deles, que nem tantos fazem por aí.
Até porque tenho o meu 11/09 pessoal para chorar, e é o que recomendo a todos que possuem um, e recomendo aos que não possuem que saiam da tv ou da net e vão ler um livro, ou qualquer coisa que o valha. A dor dos outros não lhes pertence.
Hoje não tem música, só silêncio em respeito a todos que vão descansar em outros planos astrais, independente de data e local, em especial a minha mãe, Zilda, que sempre amei e sempre amarei. Descanse em paz!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
De endoidecer gente sã
O momento é de dor, trizteza e melancolia.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Pra recomeçar
Bom, tanta coisa aconteceu, poderia falar sobre tantos assuntos, sobre o show do U2 no Brasil que gostaria de ir, sobre a reta final do campeonato brasileiro, sobre a censura a um cantor de axé aqui em Salvador, sobre o aumento de salário dos deputados, enfim, qualquer pitaco sobre o que rola ao nosso redor.
Mas esse post é um recomeço para o blog, e postarei apenas o clipe de uma música que ficou em minha cabeça enquanto pensava em voltar a escrever aqui. A música é Amor Pra Recomeçar do Frejat. Uma música cuja letra tem até um pouco a ver com essa época de final de ano, em que desejamos coisas e coisas positivas as pessoas mais próximas.
O Frejat deu certo na carreira solo dele, achava que sem a marca do Barão Vermelho por trás, ele não iria longe, mas já conseguiu produzir algunas canções marcantes como essa. Assim, desejo a todos que chegarem até aqui, que não parem tão cedo o que gostam de fazer, que tenham muitos amores, que ganhem dinheiro, mas que saibam viver em paz com as adversidades. E quando se cansarem, encontrem algo bom pra recomeçar.
Música: Amor Pra Recomeçar
Artista: Frejat
Composição: Frejat/Maurício Barros/Mauro Santacecília
Eu te desejo não parar tão cedo
pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar
Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar
Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem
Desejo que você tenha a quem amar...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
1 ano de blog!
1 ano e o blog ainda não é o que gostaria que fosse, mas já é muito mais do que achava que poderia ser. Aproveitando a ocasião,vou fazer aqui uma espécie de melhores momentos, colocando links de posts que marcaram esses 12 meses deste espaço. Lá vai:
Primeiro post: Com o pé na estrada
Post mais comentado: Corram blogueiros! vem aí o AI-blog!
Post que mais agradou os leitores: Meu cérebro não é eletrônico
Post mais polêmico: O Nascimento do Brasil Dourado
Post com maior número de page views: Meninos da Mídia
Post comentado no programa Blog da Vez da rádio Elo FM de Minas: Vivendo a vida que não imita a arte
Post que mais gostei de escrever: Ê Filhos de Gandhy...
Todos os posts do Risada Sonora
Todos os posts do Politicar
Todos os Pitacos da Copa
Posts sobre o Carnaval da Bahia
Leiam e divirtam-se com minhas bobagens em forma de opiniões, até dezembro o blog vai estar assim devagar. A partir de janeiro deve melhorar. Voltarei quando tiver tempo ou em edição extraordinária.
Ah, agrdeço a todos que sempre frequentam esse humilde espaço virtual. valeu!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Tempo amigo, seja legal!
Trabalho, família, faculdade, carro, ônibus, trânsito, banco, médico, contas, consertos, compromissos. Esta é a rotina da maioria economicamente ativa de qualquer grande e até média cidade. Ficamos indo de um lado para o outro, e quando chega o final do dia, temos a sensação de que não fomos a lugar algum.
E talvez essa vida não nos leve mesmo a lugar algum, mas é o que temos. Assim continuamos como soldados cansados rumo a uma guerra perdida. Ah, se aqueles 6 números coincidissem com os meus...
Tenho muitas queixas do tempo, acho que ele não me dá muita atenção, procuro por ele e não acho, queria ter mais encontros com ele. Para poder fazer as coisas que ele e a vida moderna não me deixam fazer.
Pensando nessas coisas durante a semana lembrei da única música que me faz ter esperança de que o tempo um dia escute minhas súplicas, e única música possível de ilustrar este post. Estou falando da simples e doce Sobre O Tempo da simpática e competente banda mineira Pato Fú. Como sempre recomendo: apertem o play, vejam o belo clipe da música, viajem na letra e deixem eu ir, porque tenho que tomar um banho aqui correndo, pra depois sair e...
Música: Sobre O Tempo
Artista: Pato Fú
Composição: John
Tempo, tempo mano velho,
falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final
Uh... uh... ah au...
Uh... uh... ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Meu cérebro não é eletrônico
As vezes pareço um velhinho alheio a esse mundo virtual informatizado, só a pouco tempo vim saber o que são "portas" num computador, o que é backup etc e tal, se não fosse por meu irmão cuidar do nosso PC por anos, acho que o mesmo explodiria. Nunca liguei pra nada disso, só o básico mesmo.
Some a isso termos e expressões comuns na internet e que não faço a mínima idéia do que sejam; por exemplo, que diachos é "lol" e outros que não me lembro agora.
Ipod, mp4,10,20,100, e outros aparelhinhos não me seduzem, nao sou consumista de tecnologia. E nem o maior fã do MSN, longe disso.
Sei lá, gosto muito de viver a vida, de ir a praia, de estar com amigos, de ir a festas com amigos, sentar num barzinho pra por o papo em dia, só quando o papo é informática que fico calado. Gosto de ouvir música no sábado a noite antes de sair e nas manhãs de domingo pra ter boas energias , gosto de teatro, de carnaval, de futebol, de namorar e de uma série de coisas de verdade, táteis.
Meu cérebro não é eletrônico.
E aí eu crio um blog e tenho que me virar pra deixá-lo "arrumadinho" pra ser bem aceito na blogosfera. Por mim escrevia tudo no word mesmo, criei o blog pra postar idéias. Flashs e HTMLs não me dizem nada, não me fazem rir, nem chorar quando estou triste, nem pensar se Deus existe. Afinal nenhuma coisa eletrônica socorre minha alma. Sou vivo e sei que meus botões de carne e osso tem muito mais funções do que parece ter no nosso mundo atual. O mundo hoje em dia é tão refém dos botões tecnológicos, que tenho que tentar me adequar o mínimo possível, mesmo achando um saco. Claro que a internet e a tecnologia são muito úteis, senão não estaria aqui. Mas não podemos virar escravos das maravilhas da modernidade.
Em breve sai o design definitivo do blog, enquanto isso, vamos curtindo a trilha sonora deste post. A ótima Cérebro Eletrônico do mestre Gliberto Gil. Sim, a música é do ex-ministro e não daquela menina que canta na abertura da novela. E já foi gravada por Marisa Monte, e é uma versão dela, do DVD Barulhinho Bom que teremos por aqui. Boa audição e reflexão. Afinal o cérebro eletrônico comanda, mas ele não anda. Nem pensa, nem ouve, nem canta...
Música: Cérebro Eletrônico
Artista: Marisa Monte
Composição: Gilberto Gil
O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste
Só eu
Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço.
Eu penso e posso
Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei
Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro
quarta-feira, 19 de maio de 2010
6 meses de pé na estrada
Se clicarem no link verão que inicio a postagem dizendo que estava começando o blog sem saber no que ia dar, se iria sequer sair do lugar.
32 postagens, 86 seguidores e 89 comentários(agradeço a todos) depois, vejo que já valeu a pena ter colocado o pé na estrada da web. Caminhada que rendeu até um destaque no programa Blog da Vez da rádio Elo FM de lá de Belo Horizonte, no dia13/04, conforme o seu produtor me avisou em um comentário neste post aqui.
Assim sendo, este blog de layout fajuto(aguardem novidades...) devido a inaptidão do blogueiro com certas ferramentas tecnológicas, prossegue na estrada virtual acreditando nas mesmas convicções do início da caminhada. Acreditando em vários verbos: ouvir, cantar, dançar, discutir, refletir, escrever, debater, pensar, divertir, agir, ser, estar, partir, voltar, continuar...
Dessa vez não posto letra e vídeo, mas tem o link do primeiro post aqui, cuja música postada continua tendo tudo a ver com essa minha história virtual. Talvez já possa até falar nossa história virtual. Definitivamente, nada é mais como antes.
domingo, 25 de abril de 2010
Legião de antiquados?
Quem bater um papo comigo numa mesa de bar por mais que 30,45 minutos, se quiser, poderá pedir a palavra e me rotular como saudosista. Ou antiquado ou o que quer que seja. Minhas críticas as futilidades da vida moderna, minha fala de que o futebol perdeu a essência, a minha falta de intimidade ( e de vontade) em relação as novas tecnologias, e principalmente meus gostos musicais, dentre otras cositas mas.
E olha que não sou nenhum “coroa” emburrado de cabelos grisalhos, malmente deixei de ter um 20 e poucos embutido. Bom, o fato é que comecei a tomar parte das coisas muito cedo,comecei a ser fã de música, se ligar em política, e a freqüentar estádios com 7 anos de idade, precoce. E quando o assunto é música, sinto que de repente essa parou no tempo para mim, e nem é por esforço em não acompanhar o que rola no momento. Já há algum tempo que não ouço rádio, sem nenhum motivo aparente. Ou seja, quando digo que não conheço uma música da Lady Gaga o povo diz que eu to zoando.Luan Santana só passei a saber que existe por causa da propaganda do Fantástico domingo passado. Mas é sério, não conheço, e nem faço esforço para tal.
E a estranheza reside nisso. Eu não faço muita questão de conhecer novidades. Parece que o que já conheço me basta. É só dar uma passeada pelo blog que verão que os artistas mais recentes que postei aqui são Matanza e Pitty. Que já não são novidade faz tempo. Até quando o assunto é música baiana, as postagens são de músicas mais antigas. Será isso normal? Sempre me pergunto se sou eu que estou velho, ou ficando, ou se penso como um velho. Ou se atualmente tem muita música descartável( não todas) e por isso não me atraem. Ou se as músicas mais antigas tem um conteúdo e uma certa magia que fazem com que sejam duradouras. Difícil saber. Mas as vezes tenho algumas pistas.
Ontem aqui do lado do prédio, o grupinho de pré-adolescentes( 12 a 14 anos) daqui do condomínio, estavam com violões tocando músicas da Legião Urbana, o que claro,chamou a minha atenção, até porque estavam quase no pé da minha janela, sendo que moro no térreo. Achei estranho mas achei legal, como se o legado de uma geração estivesse sendo transmitido. E lembrei, que há 10 anos, estava voltando pra casa no ônibus da empresa onde estagiava, era final de tarde, aqueles programas de happy hour rolando, todo mundo cansado, em silêncio, e aí começa a tocar O Teatro dos Vampiros, e como num transe todo mundo no ônibus começou a cantar a música, parecia ensaiado. Um transe próximo ao que vi e ouvi ontem á noite.
É difícil voltar a viver como há 10 anos atrás, mas muitos amigos ainda procuram emprego, os assassinos continuam livres, e cada hora que passa, pareço envelhecer 10 semanas. Pelo menos, alguns meninos e meninas ainda tocam e cantam Legião, quero ver daqui a 10 anos lembrarem de tocar Luan Santana, Lady Gaga ou algum rebolation da vida.
Vamos lá, eu só quero me divertir...
Teatro dos Vampiros
Legião Urbana
Composição:Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto.
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantosEsse é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir.
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir...
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assusteiNão sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir...
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ao nosso redor 2 - Para todos!
Quem chegou aqui, leia a parte 1 no post abaixo, ou então leia depois pra se inteirar, se quiser e puder é claro.
Enfim, vamos logo que os trios já estão a caminho, e o fato é que o Big Brother Brasil, programa apresentado pela Globo, já há 10 anos (acredite), ao invés de se desgastar chama cada vez mais atenção do público, já está virando um fenômeno cultural.
Sinceramente não consigo entender o que tanto chama atenção das pessoas em um programa tão vazio, sei lá, vai ver temos tido vidas vazias, só pode.
Mas o lance aqui não é dissecar o programa, mas sim o público que o assiste, principalmente a geração interneteira.
Na semana passada a participante Tessália, foi eliminada,como tantos outros já foram, mas o que chamou minha atenção e de mais alguns, foi a fúria com a que a moça, foi recebida aqui fora. As pessoas responsáveis pela alta votação que a moça recebeu, justificavam afirmando que ela era falsa, que era vilã, que teria protagonizado cenas de sexo na casa, que era antipática etc e tal. Na internet, testículos e úteros em fúria, vociferaram contra a bela morena( no meu plantão ela não escaparia). Vagabunda foi o termo mais suave a ser usado.
Bom, isso me leva a duas perguntas básicas: por que? e pra que?
Sobre a primeira pergunta não entendo como uma massa de gente que tem tantos ou mais defeitos que quem participa do programa age como se fossem os papas da moralidade, é até engraçado ver gente que não dá um bom dia!, que não ajuda um velhinho a atravessar a rua, que não ajuda nem os pais, gritarem que ”odeiam a Tess”.
A verdade é que de modo geral, somos um povo mal-informado, preconceituoso, egoísta, individualista, cuja maioria faria e faz de tudo pra subir na vida; puxa tapete de colegas de trabalho, bajula os chefes, enfim, esse tipo de coisa corriqueira que a gente vê todos os dias, e que por extensão cabe a quem vai participar do BBB.
Quem é que nunca ficou falando mal de um amigo ou colega como dizem que a “Tess” fez, enfim ela apenas fez o que muitos de nós faríamos e fazem todo santo dia.
Mas quando o assunto é BBB, as pessoas são imbuídas de um surto de moralidade para torcerem pela pessoa “mais boazinha”. Como se isso fosse possível numa disputa que vale 1 milhão e meio. Por míseros trocados de aumento, tem gente que faz o que faz nas firmas da vida, imagine 1 milha e meia. Ah, e outra coisa, quem não faz ou não gosta de sexo atire uma pedra e depois procure um médico, por favor.
Sobre a segunda pergunta, só uma coisa a dizer, se todo mundo utilizasse essa mesma fúria demonstrada, contra os políticos, este Brasil era outro. Ao invés disso, preferem descontar as frustrações pessoais em pessoas que mal conhecem. Afinal alguém sabe como Tessália por exemplo, se comporta em casa, com a família, se ela tem bom relacionamento no trabalho, se dá bom dia! Ou algo assim? Não, ninguém sabe, e as vezes, por parcas aparições na tela, uma pessoa é condenada a fogueira eletrônica/digital.
Por isso que escrevi, na parte 1 que meus amigos me entendem, porque me conhecem, e hoje em dia, numa época em que a tecnologia com suas microcameras e seus megabites em HTML e em Flash, podem lhe flagrar a qualquer momento, é importante ter amigos, ter muitos amigos, para dizerem ao mundo quem você é, e não deixar que as fogueiras digitais sejam acesas, E é aos meu amigos que digo o seguinte: esta geração já está perdida, mas quanto a próxima, por favor, não deixem que seus filhos virem mais uns boçais digitais, uns gados arrogantes televisivos. E quanto ao resto citado acima, experimentem sair da frente do PC e da TV e ir tomar uma cerveja ou água de côco sozinho na praia, em frente ao mar, enquanto pensa em como se tornar uma pessoa melhor e mais útil ao mundo.
Ufa, chega, pois já é carnaval cidade...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Ao nosso redor 1 - Aos meus amigos!
Acho que quando se coloca as coisas de forma clara e usando de unas doses de humor,e mais unas doses de outras coisas(vai vinho ou cerveja ?), as pessoas compreendem.
Bom, pelo menos os meus amigos me compreendem(eu acho), e você não passa como uma pessoa chata, arrogante e metida a besta, que é como as pessoas com essas características são geralmente enquadradas. Quem me entende de verdade sabe que eu não sou assim, tudo bem, chato eu sei que sou, as vezes muito até, bastante, apesar que até hoje ninguém nunca me disse aquela famosa frase: “Quando te conheci te achava chato, mas depois que te conheci melhor e blábláblá...” o que talvez mostre que não sou tão mau assim(eu acho). Ou não como diria o mano Caetano.
Bom, dizem que adoro uma polêmica, talvez pela minha visão de mundo pouco convencional, ou por ter coragem de dizer certas coisas em público. Mas isso faz parte do jogo, ou será que não e estou irremediavelmente errado?!
O fato é que resolvi criar esse blog pra falar principalmente sobre música, que é talvez a minha grande paixão, realmente não sei como não virei músico(ainda), mas também sobre outras coisas. E resolvi que sobre alguns temas não iria falar pra não criar confusão, especialmente religião e o tão amado e idolatrado Big Brother Brasil. Porque vai que o blog começa a ser bem visitado e eu acabe sendo visto da forma que falei acima, por pessoas que nem me conhecem direito. Enfim, o fato é que estou gostando da evolução do contador de visitas deste blog ainda tão novo, mesmo de forma lenta, mas gradual, e sabendo que grande parte disso seja por conta de meus amigos. E é exatamente pra eles que dedico esse post que divido em duas partes, porque senão viraria uma tese de mestrado. Dedico a eles pela mais pura amizade e pelo que vou dizer no final da segunda parte.Vou quebrar o gelo e falar um pouco do tal BBB,da televisão, da internet e da nossa participação em tudo isso e verão que tem a ver com esta longa introdução que fiz acima. É isso mesmo, BBB. Hey, calma, ainda não é hora de me xingar e esculachar, as pedras ainda não foram catadas,dá tempo de ir ali no bar tomar mais uma e escutar um pagode, relax!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Quem sou eu? Rir é o melhor remédio!
Yes, I'm a Pharmacist.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Quem sou eu?
Bom, pra que dizer algo, se o Chico Buarque pode responder por mim...
Ah, a gatinha de voz suave no vídeo é a Roberta Sá.
Mambembe
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
No palco, na praça, no circo, num banco de jardim
Correndo no escuro, pichado no muro
Você vai saber de mim
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte, cantando
Por baixo da terra, cantando
Na boca do povo, cantando
Mendigo, malandro, moleque, molambo, bem ou mal
Escravo fugido ou louco varrido
Vou fazer meu festival
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte, cantando
Por baixo da terra, cantando
Na boca do povo, cantando
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu
Dormindo na estrada, não é nada, não é nada
E esse mundo é todo meu
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte, cantando
Por baixo da terra, cantando
Na boca do povo, cantando
