sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ei Pacato Cidadão! Feliz 2012!

Ao invés de esperar um ano novo melhor, porque não se tornar uma pessoa melhor no ano novo?

Antes de mais nada, que tal acabar com a ladainha ”Brasil é uma merda, políticos são corruptos, odeio política”. Pois, quanto mais não gostamos de política mais os políticos tornam-se corruptos e mais o Brasil fica uma merda. Pra mudar é preciso acompanhar a política. Ano que vem têm eleições municipais inclusive.

E que tal em 2012 deixarmos a TV de lado um pouco, e lermos pelo menos uns 3 livros que não sejam de auto-ajuda. E que tal vermos mais filmes que não sejam  bobagens em 3D; que tal procurar ver filmes clássicos, ver peças de teatro, e procurar ouvir músicas que não sejam feitas somente para curar dor de corno e beber  com os amigos até desmaiar.

Que tal termos mais educação, que tal deixarmos de jogar lixo na rua, que tal cuidar mais do meio-ambiente(mas sem a histeria dos ambientalistas), que tal parar de fazer o que a gente reclama que os políticos fazem: bular as regras com o tal do jeitinho brasileiro.

Que tal começar 2012 respeitando mais o próximo? Respeitar as mulheres, as crianças, os idosos e deficientes físicos. Que tal respeitar as emoções de nossos maridos, esposas e namorados. Que tal respeitar o outro, respeitar a opinião do outro, respeitar a opção dos outros.

Que tal pedir para os santos e orixás da preferência de cada um, para deixar de ser um Pacato Cidadão em 2012.



Música: Pacato Cidadão
Artista: Skank
Composição: Samuel Rosa e Chico Amaral

Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C'est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não...
E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol...

Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização...

Pra que tanta TV
Tanto tempo pra perder
Qualquer coisa que se queira
Saber querer
Tudo bem, dissipação
De vez em quando é "bão"
Misturar o brasileiro
Com alemão



Pra que tanta sujeira
Nas ruas e nos rios
Qualquer coisa que se suje
Tem que limpar
Se você não gosta dele
Diga logo a verdade
Sem perder a cabeça
Sem perder a amizade...



Consertar o rádio
E o casamento é
Corre a felicidade
No asfalto cinzento
Se abolir a escravidão
Do caboclo brasileiro
Numa mão educação
Na outra dinheiro...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Luzes Eternas

Tá certo que a turma do Boticário já fez novos comerciais de natal, mas nenhum supera esse, que é uma espécie de tradição natalina do blog. Acho esse o comercial definitivo sobre o natal. o único que vi até hoje chegar mais próximo de seu verdadeiro espírito. Enfim..." This little light of mine, I'm going to let it shine..." 




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

The Dark Side of Boas Festas!

As ruas entupidas de gente, um “bom velhinho” com megafone em cada esquina, gritando em seu ouvido para entrar em lojas sem espaço até para os artigos de presente. 

Amigo secreto com presentes mais do que constrangedores, além  daquele cara esquisito que você não fala direito, mas tirou no sorteio, e não faz a mínima ideia do que comprar.

Festa de confraternização da empresa, e as máscaras caem, o patrão dando em cima da funcionaria pacata, a secretária de saia ultracurta seduzindo o chefe, e aquele seu colega falso dizendo em berros etílicos que você é “meu irmão”.

Ceia na mesa, e seu sobrinho já quebrou o pisca-pisca, o cunhado que sempre fala mal de você te dá um abraço de Feliz Natal, o tio proscrito beberrão chega disparando impropérios contra todos, e o vizinho ameaçando aumentar ainda mais o som do pagodão dele.

Ir na loja trocar a camisa dois números acima, que sua tia lhe deu de presente? Nessa época é mais rápido e cômodo ir ao Pólo Norte perguntar a Papai Noel porque ele não foi na sua casa.

Feliz Ano Novo! Cuidado pro espumante não molhar o carro, pois não deu tempo de chegar na praia com o engarrafamento de 10 Km, mas anime-se, segunda-feira acaba a folga, e aí serão 11 meses trabalhando duro esperando o mês de Dezembro chegar novamente...

Desejo à todos que lerem esse post, BOAS FESTAS...E BOA SORTE também.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Bolor e Revolução

E vamos continuar tirando o bolor do blog e postar contra a blogosfera hostil as causas populares. Vamos falar sobre o Movimeno Estudantil.
Irei aqui postar contra a globalização, contra o imperialismo, contra a opressão burguesa, contra o PIG, contra EUA e Israel, contra o neoliberalismo, e claro, contra o capitalismo.
Espero com esse post conseguir acabar com os interesses empresariais, atender a demanda do proletariado, derrotar a mídia do capital, abolir a repressão policial do Estado, abolir o Estado, e claro, fazer a revolução socialista.
Vamos nos mobilizar e organizar boicotes, piquetes e invasões, mesmo contra a lei e sem o apoio da maioria, afim de garantir a pauta de reivindicações. E quem não concordar é um fascista reacionário direitista conservador...

Falando sério agora, chega um momento em que é preciso dizer que já deu, já era, que é preciso reformulação de idéias e métodos. E algumas coisas que vem acontecendo nos últimos meses nas universidades brasileiras dão mostras de que ou o movimento estudantil deixa o passado no passado, ou vai ficar cada vez mais deslegitimado e sendo tratado como um assunto aborrecido ou motivo de chacota perante a sociedade.

O jornalista Juca Kfouri definiu bem o episódio da invasão à reitoria da USP dizendo que aqueles estudantes “estavam com saudade de uma ditadura que não viveram”, e este vídeo aqui em que uma das estudantes faz referência aos berros, à época da ditadura, diz bem o que o ME procura já há muito tempo: lutar contra a ditadura, e se a mesma não existe, finge-se que existe, pois  parece que não se pode nunca largar o fetiche de revolucionário.
Muitas vezes, as causas são justas, ou são assuntos que no mínimo merecem sim, serem debatidos, discutidos, e refletidos. Mas ao invés disso, resolvem enveredar pela agressividade desmedida, truculência, invasão de salas de aula, pichações e depredações que só causam danos aos cofres públicos. Sem falar nos “estudantes profissionais” que não estudam e apenas seguem ordens partidárias, desperdiçando o dinheiro do contribuinte que.sustenta as universidades públicas.Hoje em dia e de forma irônica, poucas instituições são tão antiquadas quanto o Movimento Estudantil.“Mas você não sabe nada do movimento estudantil”, poderão dizer alguns. Sei sim, fiz parte dele durante um certo tempo...

A única coisa que ainda é legal no ME, é a trilha sonora, também antiga, mas nunca antiquada, até porque obras artísticas se bem feitas, ficam para sempre. Sei que é muita ironia, mas hoje em dia dá perfeitamente para cantar Apesar de Você do Chico Buarque para os revolucionários de butique das universidades brasileiras. Ah, o vídeo com o MPB-4 na antiga TV Tupi é uma pérola.



Composição: Chico Buarque
  
Amanhã vai ser outro dia
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
De "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você...
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você...
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você...
Você vai se dar mal, etc e tal
La, laiá, la laiá, la laiá

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Voltando pra casa outra vez

Voltar pra casa! Ultimamente essa tem sido a minha maior satisfação, tamanho o cansaço de uma vida atribulada, corrida, cansativa. As vezes penso que os hippies tem uma certa razão em suas teorizações sobre nosso mundo. E as perguntas pululam o tempo todo, uma mais chata que a outra, O que vai fazer no natal e reveillon? tirou quanto em tal prova? vai fazer tal concurso? será que mais um ministro vai cair?quem vai ganhar o Brasileirão? e pra todas, a mesma resposta: não sei, só quero ir pra casa.

Acho que mesmo pra quem dá meia volta ao mundo levitando de tesão, como Lulu Santos canta em Casa, é sempre bom voltar para nossa "home sweet home". Local ideal para recarregar energias e refletir sobre os caminhos que essa vida doida nos oferece.
E é sempre bom também voltar para esse cantinho virtual tão abandonado pelo dono. Mas em breve ele vai arrumar essa casa de vez, ou então colocar pra vender ou alugar.

Por enquanto é hora de todos aqueles que apreciam uma cama pronta e um rango no fogão curtir uma musiquinha apropriada para a ocasião.
 

Música: Casa
Artista; Lulu Santos
 Composição: Lulu Santos

Primeiro era vertigem
Como em qualquer paixão
Era só fechar os olhos
E deixar o corpo ir
No ritmo...

Depois era um vício
Uma intoxicação
Me corroendo as veias
Me arrasando pelo chão
Mas sempre tinha
A cama pronta
E rango no fogão...

Luz acesa
Me espera no portão
Prá você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê!
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez...

Às vezes é tormenta,
Fosse uma navegação.
Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não

Já dei meia volta ao mundo
Levitando de tesão
Tanto gozo e sussurro
Já impressos no colchão...




terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rock and Rio: o resumo da ópera, bebê

E vamos ao resumão do Rock in Rio 2011, de acordo com o que meus olhos viram pela tv.

-Melhor show: Coldplay
- Shows legais gringos: Metallica, Stevie Wonder, Shakira, Maná, Jamiroquai, Lenny Kravitz
- Shows legais nacionais: Capital Inicial, Frejat, Ivete Sangalo, Jota Quest, Paralamas e Titãs, Legião Urbana, Pitty
- Não vi, mas dizem que foi legal: Red Hot Chili Peppers
- Não gosto, mas mandaram bem: Slikpnot, Motorhead, System of a Down
- Surpreendeu: Janele Monae
-Quem chamou?: Ke$ha
-Fez falta no palco principal: Joss Stone, Sepultura, Xutos e Pontapés
- Não fariam falta nenhuma: Rihanna, Guns and Roses e seus atrasos medíocres
- Artista mais superestimada : Kate Perry e seu  cirquinho mambembe
-Artista mais subestimado: Elton John que fez um bom show para a platéia errada.
- Artista que não dá uma dentro: Cláudia Leitte e seus voos e cordas de caranguejos
-Quem saiu ganhando: fãs e críticos que preferem figurinos e atitudes posers do que música de verdade
-Quem saiu perdendo: quem gosta de música de verdade, independente do estilo.
- Artista confirmado para a próxima edição: Orquestra Sinfônica Brasileira
- Artista mais rock and roll do festival: Christiane Torloni

Foi isso que consegui  ver. Em breve, alguns posts derivados deste grande evento, que só demonstrou que as pessoas hoje em dia, parecem ter medo de gostar de Rock and Roll.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Uô ô ô rô...dissecando as atrações do Rock in Rio-parte 2

sem delongas, vamos a segunda parte do script das atrações que o festival recomeça amanhã.

dia 29, a noite da black music?

Legião Urbana - curiosamente enquanto esteve na ativa a Legião não suportava festivais, nunca foram vistos em um, mas sabe como é, o tempo passa...e ah, tinha que ter a Orquestra novamente para reabrir o festival né, no próximo Rock in Rio já sabemos qual a única atração confirmada...

Janele Monáe - confesso não conhecer, mas o estilo musical dela me agrada muito, e cai bem numa noite que tem Mr. Stevie, que assim seja então.

Ke$ha - talvez o s do nome dela explique a aparição dela no festival, e justo nesse dia.

Jamiroquai -  não vivem o auge, mas também não estão tão mal assim, na verdade o som dos caras é muito bom. Basta tocar os principais hits da carreira que a festa estará feita.

Stevie Wonder - se pudesse escolher um único show do evento para assistir, seria esse.  Curto muito o som desse que é um dos grandes mestres do soul. Pena que a atual geração e a crítica musical prefira os vestidos da Kate Perry.

dia 30, a noite do pop popular

Marcelo D2 - sobre D2, uma frase: "quem te viu, quem te vê". quando vejo ele participando desses eventos, eu fico na dúvida se o Planet Hemp fazia sucesso por causa do tema escolhido das músicas, ou se o tema foi escolhido para fazer sucesso.

Jota Quest - os mineiros do Jota, sempre foram na deles, sempre fizeram seu som pop sem incomodar, nunca deram uma de rebelde nem nada. A única rebeldia da carreira foi justo não aceitar participar da edição anterior do Rock in Rio, juntamente com outras bandas. Mundo pequeno.

Ivete Sangalo - falar o que de Ivete. Ela está em todos os lugares possíveis, até desconfio de que existam clones dela por aí. Quem gosta dela já nem se entusiasma tanto. E quem não gosta, já aprendeu a tolerar. Além do mais, se Cláudia Leitte pode estar no Rock in Rio, porque não ela, né mesmo.

Lenny Kravitz - Lenny costumava fazer boas músicas, mas está meio sumidão. Também costumava catar belas mulheres. vamos ver como está a forma do velho Lenny. No palco e no camarim.

Shakira - vou confessar. Gosto da Shakira, acho ela bem simpática, e acho outras coisas também. Deve ser isso que me faça gostar de uma ou outra música dela como Hips Don´t Lie. Mas preferia as cantadas em espanhol do começo da carreira.

dia 1, a noite do pop-rock de rádio fm

Frejat - mais uma vez no Rock in Rio, dessa vez sem o Barão, e a julgar pelos últimos anos da banda, ele está melhor sozinho mesmo.

Skank - o Skank é aquilo de sempre. Nunca muda a formação, os integrantes não brigam pelo twitter, o vocalista não se envolve em escândalos com alguma "modelo e atriz". Nada. Ainda bem que pelo menos, eles continuam muito competentes ao vivo.

Maná - gosto muito do pop-rock latino. Acho que deveríamos interagir mais com nossos hermanos. Mas preferimos admirar os vestidos da Kate Perry..

Maroon 5 - nem sabia que ainda existia a banda. Mais uma bandinha bem fraca da última geração, mas até que This Love dá pra ouvir.

Coldplay - mesmo caso do Jamiroquai. Já foi melhor, mas ainda dá pro gasto. Só precisam lembrar que as pessoas vão a um festival para ouvir hits e pronto.

dia 2, a noite do rock made in MTV


Detonautas - um dos muitos casos em que o vocalista da banda é mais conhecido fora do meio musical do que a banda. Detonautas prometia muito, mas depois que seu vocalista começou a virar figurinha fácil de programa de tv e reality show, deram uma desandada.

Pitty - não sei se gostava ou ainda gosto do som de Pitty. Os 2 primeiros discos foram legais, mas depois ela começou a fazer muito tipinho de rockeira "você é foda" voltado pra adolescente. Ou será que sempre fez?


Evanescence - definitivamente, essa geração tem um gosto muito estranho pra música. Só iremos saber o legado desses artistas, daqui a uns 10,15 anos. Se eram mesmos descartáveis, ou se era a gente que pegava no pé.


System of a Down - fazem um rockzinho pesadinho, mas nada demais.Quem gosta são os adolescentes new metaleiros que a mãe não deixa ouvir metal de verdade.

Guns and Roses - se há 10 anos atrás, na terceira edição do festival, Axl Rose estava velho, gordo e decadente. Imagine nessa. Lobão em 1991, Carlinhos Brown em 2001. Guns e Rock in Rio é sinônimo de chuva de latinhas. Que o Tico Santa Cruz não faça nenhuma graça...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uô ô ô rô... dissecando as atrações do Rock in Rio-parte 1

E lá vamos nós nos meter a besta de comentar as atraçoes do primeiro final de semana do Rock in Rio 2011. Leiam, comentem, xinguem,etc e tal.

Dia 23, a noite teen


Show de Abertura: pensaram mais nos pais dos “teens” do que nos próprios. É sempre bom ver Paralamas e Titãs. Milton nascimento e Maria Gadú, ok, mas Orquestra Sinfônica? de novo? Porque em todo Rock in Rio tem a Orquestra? Existe alguma cláusula contratual ou algo do tipo? Nada contra música clássica, mas não é o melhor lugar para se apresentar, um festival de rock. Se bem que...

Cláudia Leitte: é até uma ofensa um show só pra Claudia Leitte e um só pra dividir para todos acima citados. Mas a loira que tenta ser cada vez mais pop, parece ter seu público cativo, principalmente entre os mais jovens, que serão maioria na noite.

Kate Perry; mais uma cantora pop da safra atual, cuja música não passa de batidas eletrônicas repetitivas e refrões grudentos (pra quem tem coragem de ouvir até o refrão...). Ou seja, perfeita para a ocasião da noite.Será que vai ter playback como é tradição na noite teen do festival?

Rihanna: uma espécie de clone da Beyonce, só que sem a mesma voz, sem a mesma musicalidade e sem o mesmo “carisma”, se é que me entendem. Em comum, só o Jay-Z, mas até nisso, Beyonce leva vantagem...

Elton John: é, parece mesmo que pensaram mais nos pais do que nos filhos que certamente preferiam ver Lady Gaga e Justin Bieber (que gosto tem essa geração...). Depois de aguentar alguns showzinhos meia-boca, ver um show do bom e velho Elton, é um premio e tanto. E ainda correndo o risco dos filhos aprenderem o que é boa música.


Dia 24, a noite do pop-rock estilo MTV


NX Zero: cairiam melhor na primeira noite. De forma incrível e surpreendente, serão os únicos representantes da geração emo no palco principal, quando achava que teria uma noite só pro estilo, o que é uma prova de que o mundo ainda tem salvação.

Stone Sour: não conheço direito o som deles, só ouvi unas 2 músicas, mas só o fato do nome da banda ter origem numa bebida a base de uísque, suco de laranja e ácido sulfúrico, levam pontos do blog por isso. Até porque, bebendo um troço desses, dá pra ouvir qualquer porcaria sem reclamar.

Capital Inicial: o Capital de verdade acabou tem uns 12 anos. De lá pra cá Dinho Ouro Preto resolveu virar Dinho Menininho. Só faz músicas para fãs de no máximo 18 anos de idade, e pensa que ainda tem 18 anos de idade ao insistir em cantar sem camisa. Deprimente.

Snow Patrol; a única coisa que conheço deles é o clipe de Open Your Eyes, cuja música é bem legalzinha. Seja lá como for as outras músicas, não devem ser os piores da noite. Não é possível...

Red Hot Chili Peppers: em 2001, chegaram como uma das grandes do festival, tinham recuperado o auge e tudo o mais, e contavam com John Frusciante na guitarra. Frusciante sempre esteve presente nos melhores momentos da banda. Ele entra, a banda alavanca, ele sai, a banda cai. Como ele está fora no momento, não esperem grande coisa.


Dia 25, a noite metal


Glória: não conheço, mas os metaleiros devem gostar.

Coheed and Cambria: não conheço, mas os metaleiros devem gostar.

Motorhead: conheço e não gosto. Mas os metaleiros gostam muito.

Slipknot: conheço, não gosto e aposto que muitos metaleiros não gostam. Tem banda mais enrolona que a desses caras? Acho que não.

Metallica: não tem como não gostar. Como podem ver, não sou muito chegado a Heavy Metal. Nada contra, apenas questão de gosto. Mas a energia da banda de James Hetfield e Lars Ulrich empolga qualquer um. Esse será um dos raríssimos shows do festival que gostaria de estar presente. Mesmo que tivesse que aguentar os shows anteriores.

P.S.: Atenção fãs tresloucados de artistas e bandas. Dá pra perceber que os comentários não são pra serem levados a sério? Dá né. Bom festival pra quem vai ou pra quem verá pela TV, e até a segunda parte.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uô ô ô rô... Rock in Rio para todos os gostos

Estou com muita vontade de escrever pra passar o tempo e a dor, e lá vem um bom motivo para tal nos próximos dias : o Rock in Rio 2011.

Em sua quarta edição brasileira, o festival é aquilo de sempre; uma porrada de artistas dos mais diversos estilos e gostos (alguns muito duvidosos), tentando agradar dos avós aos netos. Dos metaleiros aos punks da periferia. Dos gregos aos baianos. Enfim, de rock mesmo, cada vez mais o festival só tem o nome. A impressão que se tem é que a grade principal é escolhida de forma que não possa causar maiores indigestões ao público do Jornal Nacional. É isso mesmo, manda quem pode, não compra a camisa “Eu Vou” quem tem juízo.

Há de se considerar que tem pelo menos 3 grandes atrações ( Elton, Stevie e Metallica) e não inventaram de colocar sertanejo universitário ou padre cantor na grade, que já são 2 coisas a menos para se lamentar.

Esse Rock in Rio vai render alguns merecidos posts. Tem as atrações, as edições passadas, enfim, podem começar a cantar uô ô ô rô...

domingo, 11 de setembro de 2011

O 11/09 de cada um

Hoje faz 10 anos dos ataques terroristas as torres do WTC em New York. Se você nunca ouviu falar, certamente é um alienígena. E claro que nos últimos dias só se fala nisso. Neste domingo então, são flashs e flashs diretos dos EUA para mostrar as homenagens àqueles que perderam suas vidas nos atentados.

E aí todos os jornalistas, políticos, celebridades e anônimos que falam sobre o assunto fazem aquela cara de quem perdeu um parente na ocasião. Fazem gestos e falam coisas para ficar de bem com o estado politicamente correto de coisas que aflora nos dias atuais. Não que devessem mostrar indiferença e pouco caso do ocorrido, mas alguns exageram na caricatura. Só quem perdeu alguém querido, realmente sabe a dor que é. Só acho válidas as lágrimas  e lamentações de quem perdeu um parente ou amigo naquele fatídico dia. Os outros são dispensáveis.

Há uma semana atrás, vivi o meu 11/09 pessoal, e hoje entendo a dor de todos aqueles que já passaram por um 11/09 em suas vidas, ainda que não tenha sido em setembro e nem no dia 11, pouco importa a data.
Nunca quis fazer deste espaço, um blog pessoal, mas a dor que senti e ainda sinto, me faz sair um pouco do script, e faz com que neste dia de hoje me sinta um pouco distante desta nova epidemia de 11/09. E é melhor assim, pois não me sinto no direito de fazer coro com a dor dos parentes das vítimas. Apenas respeito, mas não vou falar ou escrever como se fosse um deles, que nem tantos fazem por aí.

Até porque tenho o meu 11/09 pessoal para chorar, e é o que recomendo a todos que possuem um, e recomendo aos que não possuem que saiam da tv ou da net e vão ler um livro, ou qualquer coisa que o valha. A dor dos outros não lhes pertence.

Hoje não tem música, só silêncio em respeito a todos que vão descansar em outros planos astrais, independente de data e local, em especial a minha mãe, Zilda, que sempre amei e sempre amarei. Descanse em paz!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

De endoidecer gente sã

Sem texto, sem prosa, sem delongas, sem mais, sem menos. Apenas o vídeo, a letra, a música, a esperança.
O momento é de dor, trizteza e melancolia.









sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Politicar: Permissão para a corrupção

Vamos imaginar a seguinte história: um diretor e dono de uma escola, contrata vários professores, e depois de um tempo descobre que eles estavam ensinando aos alunos, maus hábitos, libertinagem e incitando-os a prática de crimes ao invés de português, matemática e ciências. O diretor os demite e aí os alunos resolvem que não vão mais assistir aula enquanto os professores ou outros iguais aos demitidos não reassumirem a conduta das aulas á que eles estavam acostumados.
Parece absurdo? mas há precedentes... em Brasília.

Pois é assim que os políticos da chamada "base aliada" do governo estão se comportando perante a onda de denúncias, escândalos e um faxinaço que a presidente Dilma andou fazendo em alguns ministérios investigados. Traduzindo: parlamentares dos mesmos partidos que os ministros e acessores envolvidos na lama de corrupção do governo federal, ameaçam romper com o governo senão puderem continuar a aprontar das suas em paz, sem Polícia Federal, Ministério Público e Imprensa os atrapalhando a formarem suas caixinhas de natal. Ou de eleição.

Um deputado líder de partido chegou a dizer que "não se pode transformar o país em delegacia de polícia". Pode sim deputado, se for para o bem da transparência pública. Os deputados governistas ameaçam não votarem pautas importantes do governo, se o "denuncismo" e consequente afastamento sumário dos envolvidos continuarem. Ou seja, querem uma permissão para a corrupção continuar correndo solta pelos prédios da Praça dos Três Poderes. E ninguém nem se mexe, nem nem se altera em canto nenhum.

É uma pena que no Brasil as pessoas só se reunam para fazer festas, os jovens só se interessem pelas banalidades do Twitter e  que os ditos "movimentos sociais" estejam todos comprados. Enquanto isso só me resta torcer que um dia o Brasil tenha apenas 2 partidos políticos, no máximo 3, como em qualquer democracia republicana normal deste mundo. Por hora, só me resta mandar tomar no verbo, todos estes filhos da letra, que nem o Tom Zé, autor desta pérola sonora, que sempre é útil nos posts da sessão Politicar.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Saudade? O remédio é cantar!

E o São João está chegando.

Aqui no nordeste a festa é fortíssima, sendo o grande evento do ano na maioria das cidades do interior nordestino. É uma festa que tem comidas típicas, fogos de artifício característicos da festa e claro muita dança e música. No caso da música, o forró, xote, baião e outros mais.

 E certamente o artista mais executado do São João será alguém que já não está no mundo dos vivos há 22 anos: Luiz Gonzaga. O "Rei do Baião" é uma das figuras mais notáveis da história da Música Popular Brasileira, pois conseguiu de forma brilhante retratar nas suas canções as dores e delícias do povo nordestino, mais especificamente o do sertão. E tudo isso tocando uma sanfona como se fosse uma harpa tocada por um anjo. Luiz é, foi e será sempre único.

E a forma mais legal de curar uma saudade segundo ele mesmo, é cantar, como diz o verso final da bela Que Nem Jiló. Uma música ao mesmo tempo cheia de lirismo sertanejo e com uma melodia encantadora e contagiante que faz qualquer um querer arrumar um par de dança.

Aperte o play e Viva São João! Viva Gonzaga! Viva a alegria de ser simples, criativo e fiel as suas raízes!



Música: Que Nem Jiló
Artista: Luiz Gonzaga
Composição: Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira


Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar

domingo, 22 de maio de 2011

Foi bom o fim do mundo pra você?


E lá fomos nós de novo acreditar que íamos curtir de camarote um fim do mundo em pleno final de semana. Pois é, só que as previsões do grupo cristão americano Family Radio Worldwide falharam, e você aí que já pensava em faltar o trabalho na segunda-feira, pode ir mudando de idéia.


Aliás, sempre achei a coisa mais irônica do mundo, o velho alerta dos “crentes” sobre os falsos profetas. Mas deixa isso pra lá. O fato é que mais uma vez o mundo não acabou, mais uma previsão se mostrou um Epic Fail usando linguagem interneteira. E agora temos que seguir em frente. Podem guardar as cervejas.
Agora é esperar pelo final de 2012, uma profecia Maia, portanto de peso. Já que dizem que os Maias conheciam muito de astronomia e tal e coisa. Só me preocupa a possível histeria coletiva, já que há uns 2,3 anos se fala nisso.

Ou seja, não há desculpa para não se saber o que fazer no dia final(21/12/2012), dá até pra se preparar com antecedência, fazer unas compras, chamar os amigos, fazer aquele último churrasco.
E caso não saiba o que fazer quando o derradeiro dia chegar, Paulinho Moska (ou somente Moska?)dá várias sugestões na bela e sombria Último Dia, que foi até tema de uma mini-novela da Globo em 1996. Bom, ouvindo a música, abrir a porta do hospício me parece a mais humana das loucuras finais.
Mas e aí, o que você faria se só te restasse esse dia? É, lá vamos nós de novo...


Música: Último Dia
Artista: Paulinho Moska
Composição: Paulinho Moska/Billy Brandão

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia


Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia
Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha
Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria

domingo, 15 de maio de 2011

Vamos?



E como vão os nossos dias hein?

Ricos e pobres brigam em São Paulo por uma estação de metrô.
Xingamentos contra nordestinos no Twitter semana sim, outra também.
Evangélicos e homossexuais próximos de deflagrar um guerra.

E tem gente que se espanta com 2012. Eu me espanto é com 2011.
Ainda bem que descobri que o Jota Quest tá fazendo 15 anos de carreira, o que me levou a ouvir uma de suas melhores músicas: O Sol.

Quando ninguém mais se entender, ninguém mais parar pra ouvir o que o outro tem a dizer, quando só restar armas, agressões e insultos. Já sabem pra onde irei. Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou.
Vamos? Aperte o play...



Música: O Sol
Artista: Jota Quest
Composição: Antônio Júlio Nastácia

Ei dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada...
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou...

sábado, 30 de abril de 2011

Homem x Música

Voltei e vamos continuar a divagar sobre a musica atual. Bom, o ser humano nos últimos 10 anos tem experimentado uma revolução tecnológica como nunca antes. E sabe-se lá se tem relação ou não, o fato é que mudamos muito também a nossa forma de nos relacionar com quase tudo que foi produzido pelo homem: bens, finanças, relacionamentos e cultura.

Bem, com relação a música, o que se pode observar é que cada vez mais, a maioria das pessoas tem menos paciência para ouvir música, digo ouvir no sentido de se apreciar. Parece que uma musica hoje só tem serventia se for para dançar, para fazer aquela bagunça com os amigos, ou para qualquer outra coisa específica. Claro que isso só favorece o tipo de música mais descartável possível. Aquelas que tocam muito num ano e no outro ninguém mais lembra.

Para atestar o que disse é só reparar que cada vez mais a praga do som alto de carro toma conta dos lugares, principalmente em grandes cidades. Aqui na Bahia mesmo, tem gente que transforma o seu veículo em trio elétrico com aparelhagem que chega a ser mais cara do que o próprio carro. Agora dá pra imaginar o sujeito que faz isso colocar um cd de Bossa Nova pra tocar? Ou do Stevie Wonder? Não né, o objetivo é usar a música para chamar atenção, para aderir a modismos, e para outras coisas, menos claro pelo prazer de se ouvir uma música que se gosta.

Aliás hoje em dia o gosto musical da maioria é simplesmente aquilo que rola na mídia e pronto. Se faz sucesso é bom. Agora se tentar pedir pra alguém prestar atenção numa música desconhecida ou mais antiga, aí o sujeito faz logo bico. Salvo exceções, claro.

E a salvação vem justamente das exceções,da qual me considero parte. E é tão bom pertencer ao clube dos que ainda prestam atenção em uma boa música, como Música Para Ouvir de Arnaldo Antunes. Onde o ex-titã brinca justamente com os muitos usos da música. Clique no play e aproveitem para ouvir música para ouvir.




Música: Música Para Ouvir
Artista: Arnaldo Antunes
Composição: Arnaldo Antunes

Música para ouvir no trabalho

Música para jogar baralho
Música para arrastar corrente
Música para subir serpente
Música para girar bambolê
Música para querer morrer
Música para escutar no campo
Música para baixar o santo
Música para ouvir
Música para ouvir

Música para ouvir...

Música para compor o ambiente
Música para escovar o dente
Música para fazer chover
Música para ninar nenê
Música para tocar novela
Música de passarela
Música para vestir veludo
Música pra surdo-mudo
Música para estar distante
Música para estourar falante
Música para tocar no estádio
Música para escutar rádio
Música para ouvir no dentista
Música para dançar na pista
Música para cantar no chuveiro
Música para ganhar dinheiro

Música pra fazer sexo
Música para fazer sucesso
Música pra funeral
Música para pular carnaval
Música para esquecer de si
Música pra boi dormir
Música para tocar na parada
Música pra dar risada

segunda-feira, 18 de abril de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cadê a música brasileira que estava aqui?

De volta! Digamos que o blog entrou numa espécie de férias no mês de janeiro. Não foi bem isso, mas fica bacana falar que foi. E nesse tempo todo, como sempre, o mundo ao nosso redor oferece diversos motivos para nos questionarmos sobre uma série de coisas. E um dos questionamentos que não sai da minha cabeça é: o que aconteceu com a música brasileira?

Tive a infelicidade de dar uma olhada no famigerado Show da Virada, da Rede Globo(pois é, meu reveillon não foi dos mais “bombados”), e comecei a me fazer essa pergunta. Pelo que vi, todos os artistas, independente do estilo, estão interessados unicamente em professar as dores de amores perfeitos que se despedaçam. Oh,que lindo. Quanto a sonoridade, não há uma única coisa nova, diferente, já há muitos anos. Apostam sempre no mais simples e popularesco possível. Pra quem não sabe, popularesco é diferente de popular,ok.

Onde estão as músicas mais ácidas, críticas, que nos fazem repensar uma série de coisas,ou onde estão as músicas com senso de humor, engraçadas, mas sem ser de mal gosto. Até o nosso pop-rock, pelo menos o mais midiático, é de uma melancolia dispensável,ao contrário do jovem despudor de outrora. Cadê o tradicional discurso poético dos nossos compositores de MPB, acabou?

Eu gostaria muito de ouvir hoje em dia, uma música que viesse para balançar o coreto da mesmice, uma música como Arrombou a Festa, da Rita Lee. Inclusive, a própria Rita ta meio paradona também, mas já aprontou um bocado. Nesta música de 1976, ela satiriza e questiona figurões da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas, Roberto Carlos, dentre outtras estrelas da época.

Já imaginaram hoje em dia, alguém chegar e fazer uma música criticando Victor e Leo, Luan Santana, Ivete Sangalo, Capital Inicial e etc. Infelizmente não consigo vislumbrar isso nem a médio prazo. Quando o assunto é música brasileira, a sensação que temos é que a novidade, o inusitado, o revolucionário, é aquilo que já passou. Clique no play, veja o clipe e se pergunte o que aconteceu com a música popular brasileira.




Música: Arrombou a Festa
Artista; Rita Lee
Composição: Rita Lee/Paulo Coelho

Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu

Com a música popular brasileira?
Todos falam sério, todos eles levam a sério
Mas esse sério me parece brincadeira


Benito lá de Paula com o amigo Charlie Brown
Revive em nosso tempo o velho e chato Simonal
Martinho vem da Vila lá do fundo do quintal
Tornando diferente aquela coisa sempre igual
Um tal de Raul Seixas vem de disco voador
E Gil vai refazendo seu xodó com muito amor
Dez anos e Roberto não mudou de profissão
Na festa de arromba ainda está com seu carrão
Parei pra pesquisar


Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
Com a música popular brasileira?
Todos falam sério, todos eles levam a sério
Mas esse sério me parece brincadeira


O Odair José é o terror das empregadas
Distribuindo beijos, arranjando namoradas
Até o Chico Anísio já bateu pra tu batê
Pois faturar em música é mais fácil que em tevê
Celly Campello quase foi parar na rua
Pois esperavam dela mais que um banho de lua
E o mano Caetano tá pra lá do Teerã
De olho no sucesso da boutique da irmã

Bilú, bilú, fafá, faró, faró, tetéia

Severina e o filho da véia
A música popular brasileira

A música popular
Sou a garota papo firme que o Roberto falou
Da música popular...