Vamos imaginar a seguinte história: um diretor e dono de uma escola, contrata vários professores, e depois de um tempo descobre que eles estavam ensinando aos alunos, maus hábitos, libertinagem e incitando-os a prática de crimes ao invés de português, matemática e ciências. O diretor os demite e aí os alunos resolvem que não vão mais assistir aula enquanto os professores ou outros iguais aos demitidos não reassumirem a conduta das aulas á que eles estavam acostumados.
Parece absurdo? mas há precedentes... em Brasília.
Pois é assim que os políticos da chamada "base aliada" do governo estão se comportando perante a onda de denúncias, escândalos e um faxinaço que a presidente Dilma andou fazendo em alguns ministérios investigados. Traduzindo: parlamentares dos mesmos partidos que os ministros e acessores envolvidos na lama de corrupção do governo federal, ameaçam romper com o governo senão puderem continuar a aprontar das suas em paz, sem Polícia Federal, Ministério Público e Imprensa os atrapalhando a formarem suas caixinhas de natal. Ou de eleição.
Um deputado líder de partido chegou a dizer que "não se pode transformar o país em delegacia de polícia". Pode sim deputado, se for para o bem da transparência pública. Os deputados governistas ameaçam não votarem pautas importantes do governo, se o "denuncismo" e consequente afastamento sumário dos envolvidos continuarem. Ou seja, querem uma permissão para a corrupção continuar correndo solta pelos prédios da Praça dos Três Poderes. E ninguém nem se mexe, nem nem se altera em canto nenhum.
É uma pena que no Brasil as pessoas só se reunam para fazer festas, os jovens só se interessem pelas banalidades do Twitter e que os ditos "movimentos sociais" estejam todos comprados. Enquanto isso só me resta torcer que um dia o Brasil tenha apenas 2 partidos políticos, no máximo 3, como em qualquer democracia republicana normal deste mundo. Por hora, só me resta mandar tomar no verbo, todos estes filhos da letra, que nem o Tom Zé, autor desta pérola sonora, que sempre é útil nos posts da sessão Politicar.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Saudade? O remédio é cantar!
E o São João está chegando.
Aqui no nordeste a festa é fortíssima, sendo o grande evento do ano na maioria das cidades do interior nordestino. É uma festa que tem comidas típicas, fogos de artifício característicos da festa e claro muita dança e música. No caso da música, o forró, xote, baião e outros mais.
E certamente o artista mais executado do São João será alguém que já não está no mundo dos vivos há 22 anos: Luiz Gonzaga. O "Rei do Baião" é uma das figuras mais notáveis da história da Música Popular Brasileira, pois conseguiu de forma brilhante retratar nas suas canções as dores e delícias do povo nordestino, mais especificamente o do sertão. E tudo isso tocando uma sanfona como se fosse uma harpa tocada por um anjo. Luiz é, foi e será sempre único.
E a forma mais legal de curar uma saudade segundo ele mesmo, é cantar, como diz o verso final da bela Que Nem Jiló. Uma música ao mesmo tempo cheia de lirismo sertanejo e com uma melodia encantadora e contagiante que faz qualquer um querer arrumar um par de dança.
Aperte o play e Viva São João! Viva Gonzaga! Viva a alegria de ser simples, criativo e fiel as suas raízes!
Música: Que Nem Jiló
Artista: Luiz Gonzaga
Composição: Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
Se a gente lembra só por lembrar
Aqui no nordeste a festa é fortíssima, sendo o grande evento do ano na maioria das cidades do interior nordestino. É uma festa que tem comidas típicas, fogos de artifício característicos da festa e claro muita dança e música. No caso da música, o forró, xote, baião e outros mais.
E certamente o artista mais executado do São João será alguém que já não está no mundo dos vivos há 22 anos: Luiz Gonzaga. O "Rei do Baião" é uma das figuras mais notáveis da história da Música Popular Brasileira, pois conseguiu de forma brilhante retratar nas suas canções as dores e delícias do povo nordestino, mais especificamente o do sertão. E tudo isso tocando uma sanfona como se fosse uma harpa tocada por um anjo. Luiz é, foi e será sempre único.
E a forma mais legal de curar uma saudade segundo ele mesmo, é cantar, como diz o verso final da bela Que Nem Jiló. Uma música ao mesmo tempo cheia de lirismo sertanejo e com uma melodia encantadora e contagiante que faz qualquer um querer arrumar um par de dança.
Aperte o play e Viva São João! Viva Gonzaga! Viva a alegria de ser simples, criativo e fiel as suas raízes!
Música: Que Nem Jiló
Artista: Luiz Gonzaga
Composição: Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
domingo, 22 de maio de 2011
Foi bom o fim do mundo pra você?
E lá fomos nós de novo acreditar que íamos curtir de camarote um fim do mundo em pleno final de semana. Pois é, só que as previsões do grupo cristão americano Family Radio Worldwide falharam, e você aí que já pensava em faltar o trabalho na segunda-feira, pode ir mudando de idéia.
Aliás, sempre achei a coisa mais irônica do mundo, o velho alerta dos “crentes” sobre os falsos profetas. Mas deixa isso pra lá. O fato é que mais uma vez o mundo não acabou, mais uma previsão se mostrou um Epic Fail usando linguagem interneteira. E agora temos que seguir em frente. Podem guardar as cervejas.
Agora é esperar pelo final de 2012, uma profecia Maia, portanto de peso. Já que dizem que os Maias conheciam muito de astronomia e tal e coisa. Só me preocupa a possível histeria coletiva, já que há uns 2,3 anos se fala nisso.
Ou seja, não há desculpa para não se saber o que fazer no dia final(21/12/2012), dá até pra se preparar com antecedência, fazer unas compras, chamar os amigos, fazer aquele último churrasco.
E caso não saiba o que fazer quando o derradeiro dia chegar, Paulinho Moska (ou somente Moska?)dá várias sugestões na bela e sombria Último Dia, que foi até tema de uma mini-novela da Globo em 1996. Bom, ouvindo a música, abrir a porta do hospício me parece a mais humana das loucuras finais.
Mas e aí, o que você faria se só te restasse esse dia? É, lá vamos nós de novo...
Música: Último Dia
Artista: Paulinho Moska
Composição: Paulinho Moska/Billy Brandão
Artista: Paulinho Moska
Composição: Paulinho Moska/Billy Brandão
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia
Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia
Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia
Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha
Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria
domingo, 15 de maio de 2011
Vamos?
E como vão os nossos dias hein?
Ricos e pobres brigam em São Paulo por uma estação de metrô.
Xingamentos contra nordestinos no Twitter semana sim, outra também.
Evangélicos e homossexuais próximos de deflagrar um guerra.
E tem gente que se espanta com 2012. Eu me espanto é com 2011.
Ainda bem que descobri que o Jota Quest tá fazendo 15 anos de carreira, o que me levou a ouvir uma de suas melhores músicas: O Sol.
Quando ninguém mais se entender, ninguém mais parar pra ouvir o que o outro tem a dizer, quando só restar armas, agressões e insultos. Já sabem pra onde irei. Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou.
Vamos? Aperte o play...Artista: Jota Quest
Composição: Antônio Júlio Nastácia
Ei dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada...
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou...
sábado, 30 de abril de 2011
Homem x Música
Voltei e vamos continuar a divagar sobre a musica atual. Bom, o ser humano nos últimos 10 anos tem experimentado uma revolução tecnológica como nunca antes. E sabe-se lá se tem relação ou não, o fato é que mudamos muito também a nossa forma de nos relacionar com quase tudo que foi produzido pelo homem: bens, finanças, relacionamentos e cultura.
Bem, com relação a música, o que se pode observar é que cada vez mais, a maioria das pessoas tem menos paciência para ouvir música, digo ouvir no sentido de se apreciar. Parece que uma musica hoje só tem serventia se for para dançar, para fazer aquela bagunça com os amigos, ou para qualquer outra coisa específica. Claro que isso só favorece o tipo de música mais descartável possível. Aquelas que tocam muito num ano e no outro ninguém mais lembra.
Para atestar o que disse é só reparar que cada vez mais a praga do som alto de carro toma conta dos lugares, principalmente em grandes cidades. Aqui na Bahia mesmo, tem gente que transforma o seu veículo em trio elétrico com aparelhagem que chega a ser mais cara do que o próprio carro. Agora dá pra imaginar o sujeito que faz isso colocar um cd de Bossa Nova pra tocar? Ou do Stevie Wonder? Não né, o objetivo é usar a música para chamar atenção, para aderir a modismos, e para outras coisas, menos claro pelo prazer de se ouvir uma música que se gosta.
Aliás hoje em dia o gosto musical da maioria é simplesmente aquilo que rola na mídia e pronto. Se faz sucesso é bom. Agora se tentar pedir pra alguém prestar atenção numa música desconhecida ou mais antiga, aí o sujeito faz logo bico. Salvo exceções, claro.
E a salvação vem justamente das exceções,da qual me considero parte. E é tão bom pertencer ao clube dos que ainda prestam atenção em uma boa música, como Música Para Ouvir de Arnaldo Antunes. Onde o ex-titã brinca justamente com os muitos usos da música. Clique no play e aproveitem para ouvir música para ouvir.
Música: Música Para Ouvir
Artista: Arnaldo Antunes
Composição: Arnaldo Antunes
Música para ouvir no trabalho
Música para jogar baralho
Música para arrastar corrente
Música para subir serpente
Música para girar bambolê
Música para querer morrer
Música para escutar no campo
Música para baixar o santo
Música para ouvir
Música para ouvir
Música para ouvir...
Música para compor o ambiente
Música para escovar o dente
Música para fazer chover
Música para ninar nenê
Música para tocar novela
Música de passarela
Música para vestir veludo
Música pra surdo-mudo
Música para estar distante
Música para estourar falante
Música para tocar no estádio
Música para escutar rádio
Música para ouvir no dentista
Música para dançar na pista
Música para cantar no chuveiro
Música para ganhar dinheiro
Música pra fazer sexo
Música para fazer sucesso
Música pra funeral
Música para pular carnaval
Música para esquecer de si
Música pra boi dormir
Música para tocar na parada
Música pra dar risada
Bem, com relação a música, o que se pode observar é que cada vez mais, a maioria das pessoas tem menos paciência para ouvir música, digo ouvir no sentido de se apreciar. Parece que uma musica hoje só tem serventia se for para dançar, para fazer aquela bagunça com os amigos, ou para qualquer outra coisa específica. Claro que isso só favorece o tipo de música mais descartável possível. Aquelas que tocam muito num ano e no outro ninguém mais lembra.
Para atestar o que disse é só reparar que cada vez mais a praga do som alto de carro toma conta dos lugares, principalmente em grandes cidades. Aqui na Bahia mesmo, tem gente que transforma o seu veículo em trio elétrico com aparelhagem que chega a ser mais cara do que o próprio carro. Agora dá pra imaginar o sujeito que faz isso colocar um cd de Bossa Nova pra tocar? Ou do Stevie Wonder? Não né, o objetivo é usar a música para chamar atenção, para aderir a modismos, e para outras coisas, menos claro pelo prazer de se ouvir uma música que se gosta.
Aliás hoje em dia o gosto musical da maioria é simplesmente aquilo que rola na mídia e pronto. Se faz sucesso é bom. Agora se tentar pedir pra alguém prestar atenção numa música desconhecida ou mais antiga, aí o sujeito faz logo bico. Salvo exceções, claro.
E a salvação vem justamente das exceções,da qual me considero parte. E é tão bom pertencer ao clube dos que ainda prestam atenção em uma boa música, como Música Para Ouvir de Arnaldo Antunes. Onde o ex-titã brinca justamente com os muitos usos da música. Clique no play e aproveitem para ouvir música para ouvir.
Música: Música Para Ouvir
Artista: Arnaldo Antunes
Composição: Arnaldo Antunes
Música para ouvir no trabalho
Música para jogar baralho
Música para arrastar corrente
Música para subir serpente
Música para girar bambolê
Música para querer morrer
Música para escutar no campo
Música para baixar o santo
Música para ouvir
Música para ouvir
Música para ouvir...
Música para compor o ambiente
Música para escovar o dente
Música para fazer chover
Música para ninar nenê
Música para tocar novela
Música de passarela
Música para vestir veludo
Música pra surdo-mudo
Música para estar distante
Música para estourar falante
Música para tocar no estádio
Música para escutar rádio
Música para ouvir no dentista
Música para dançar na pista
Música para cantar no chuveiro
Música para ganhar dinheiro
Música pra fazer sexo
Música para fazer sucesso
Música pra funeral
Música para pular carnaval
Música para esquecer de si
Música pra boi dormir
Música para tocar na parada
Música pra dar risada
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Cadê a música brasileira que estava aqui?
De volta! Digamos que o blog entrou numa espécie de férias no mês de janeiro. Não foi bem isso, mas fica bacana falar que foi. E nesse tempo todo, como sempre, o mundo ao nosso redor oferece diversos motivos para nos questionarmos sobre uma série de coisas. E um dos questionamentos que não sai da minha cabeça é: o que aconteceu com a música brasileira?
Tive a infelicidade de dar uma olhada no famigerado Show da Virada, da Rede Globo(pois é, meu reveillon não foi dos mais “bombados”), e comecei a me fazer essa pergunta. Pelo que vi, todos os artistas, independente do estilo, estão interessados unicamente em professar as dores de amores perfeitos que se despedaçam. Oh,que lindo. Quanto a sonoridade, não há uma única coisa nova, diferente, já há muitos anos. Apostam sempre no mais simples e popularesco possível. Pra quem não sabe, popularesco é diferente de popular,ok.
Onde estão as músicas mais ácidas, críticas, que nos fazem repensar uma série de coisas,ou onde estão as músicas com senso de humor, engraçadas, mas sem ser de mal gosto. Até o nosso pop-rock, pelo menos o mais midiático, é de uma melancolia dispensável,ao contrário do jovem despudor de outrora. Cadê o tradicional discurso poético dos nossos compositores de MPB, acabou?
Eu gostaria muito de ouvir hoje em dia, uma música que viesse para balançar o coreto da mesmice, uma música como Arrombou a Festa, da Rita Lee. Inclusive, a própria Rita ta meio paradona também, mas já aprontou um bocado. Nesta música de 1976, ela satiriza e questiona figurões da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas, Roberto Carlos, dentre outtras estrelas da época.
Já imaginaram hoje em dia, alguém chegar e fazer uma música criticando Victor e Leo, Luan Santana, Ivete Sangalo, Capital Inicial e etc. Infelizmente não consigo vislumbrar isso nem a médio prazo. Quando o assunto é música brasileira, a sensação que temos é que a novidade, o inusitado, o revolucionário, é aquilo que já passou. Clique no play, veja o clipe e se pergunte o que aconteceu com a música popular brasileira.
Música: Arrombou a Festa
Artista; Rita Lee
Composição: Rita Lee/Paulo Coelho
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
Com a música popular brasileira?
Todos falam sério, todos eles levam a sério
Mas esse sério me parece brincadeira
Benito lá de Paula com o amigo Charlie Brown
Revive em nosso tempo o velho e chato Simonal
Martinho vem da Vila lá do fundo do quintal
Tornando diferente aquela coisa sempre igual
Um tal de Raul Seixas vem de disco voador
E Gil vai refazendo seu xodó com muito amor
Dez anos e Roberto não mudou de profissão
Na festa de arromba ainda está com seu carrão
Parei pra pesquisar
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
Com a música popular brasileira?
Todos falam sério, todos eles levam a sério
Mas esse sério me parece brincadeira
O Odair José é o terror das empregadas
Distribuindo beijos, arranjando namoradas
Até o Chico Anísio já bateu pra tu batê
Pois faturar em música é mais fácil que em tevê
Celly Campello quase foi parar na rua
Pois esperavam dela mais que um banho de lua
E o mano Caetano tá pra lá do Teerã
De olho no sucesso da boutique da irmã
Bilú, bilú, fafá, faró, faró, tetéia
Severina e o filho da véia
A música popular brasileira
A música popular
Sou a garota papo firme que o Roberto falou
Da música popular...
Tive a infelicidade de dar uma olhada no famigerado Show da Virada, da Rede Globo(pois é, meu reveillon não foi dos mais “bombados”), e comecei a me fazer essa pergunta. Pelo que vi, todos os artistas, independente do estilo, estão interessados unicamente em professar as dores de amores perfeitos que se despedaçam. Oh,que lindo. Quanto a sonoridade, não há uma única coisa nova, diferente, já há muitos anos. Apostam sempre no mais simples e popularesco possível. Pra quem não sabe, popularesco é diferente de popular,ok.
Onde estão as músicas mais ácidas, críticas, que nos fazem repensar uma série de coisas,ou onde estão as músicas com senso de humor, engraçadas, mas sem ser de mal gosto. Até o nosso pop-rock, pelo menos o mais midiático, é de uma melancolia dispensável,ao contrário do jovem despudor de outrora. Cadê o tradicional discurso poético dos nossos compositores de MPB, acabou?
Eu gostaria muito de ouvir hoje em dia, uma música que viesse para balançar o coreto da mesmice, uma música como Arrombou a Festa, da Rita Lee. Inclusive, a própria Rita ta meio paradona também, mas já aprontou um bocado. Nesta música de 1976, ela satiriza e questiona figurões da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas, Roberto Carlos, dentre outtras estrelas da época.
Já imaginaram hoje em dia, alguém chegar e fazer uma música criticando Victor e Leo, Luan Santana, Ivete Sangalo, Capital Inicial e etc. Infelizmente não consigo vislumbrar isso nem a médio prazo. Quando o assunto é música brasileira, a sensação que temos é que a novidade, o inusitado, o revolucionário, é aquilo que já passou. Clique no play, veja o clipe e se pergunte o que aconteceu com a música popular brasileira.
Música: Arrombou a Festa
Artista; Rita Lee
Composição: Rita Lee/Paulo Coelho
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
Com a música popular brasileira?
Todos falam sério, todos eles levam a sério
Mas esse sério me parece brincadeira
Benito lá de Paula com o amigo Charlie Brown
Revive em nosso tempo o velho e chato Simonal
Martinho vem da Vila lá do fundo do quintal
Tornando diferente aquela coisa sempre igual
Um tal de Raul Seixas vem de disco voador
E Gil vai refazendo seu xodó com muito amor
Dez anos e Roberto não mudou de profissão
Na festa de arromba ainda está com seu carrão
Parei pra pesquisar
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
Com a música popular brasileira?
Todos falam sério, todos eles levam a sério
Mas esse sério me parece brincadeira
O Odair José é o terror das empregadas
Distribuindo beijos, arranjando namoradas
Até o Chico Anísio já bateu pra tu batê
Pois faturar em música é mais fácil que em tevê
Celly Campello quase foi parar na rua
Pois esperavam dela mais que um banho de lua
E o mano Caetano tá pra lá do Teerã
De olho no sucesso da boutique da irmã
Bilú, bilú, fafá, faró, faró, tetéia
Severina e o filho da véia
A música popular brasileira
A música popular
Sou a garota papo firme que o Roberto falou
Da música popular...
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Natal! Vale a pena rever um post
Então é natal, de novo. Há um ano atrás, no comecinho do blog, escrevi um post sobre a data, e achei pertinente repostá-lo. Primeiro, porque obviamente nada mudou na cabeça das pessoas nesses 12 meses, e segundo, que tô sem idéias mesmo para fazer um novo,hehehe. Dêem uma olhada no escrevi sobre um comercial de tv natalino, na época em que o blog era frequentado apenas por moscas e grilos. Boa leitura e boa reflexão a todos.
Deixem brilhar...
Então é natal,e eu como tanta gente meio doida por aí, também não sou muito chegado a data. O motivo é aquele mesmo, há muita falsidade e mercantilismo no ar. As pessoas acham que o espiríto de natal significa fazer e adorar imensas árvores de natal e seus pisca-piscas, além de correr atrás dos presentes e guloseimas típicas tão cantados em prosa e verso pela mídia e pelo comércio.
Pois bem, mas não é que vem justamente de um comercial de TV a inspiraçao para esse post e talvez para todo periodo natalino: o filmete "Luzes" da Boticário. Embalado pela música Let It Shine, conhecida na voz da cantora gospel americana Dorothy Norwood, as imagens mostram um pequeno feixe de luz passeando por toda a cidade e chamando a atenção de todos; mais do que das árvores e piscas natalinos.
Pois é, quem dera todas as pessoas compreendessem que o mais importante é a pequena luz que existe em cada um de nós, e que devemos deixá-la brilhar, através de atos verdadeiramente humanos, ao invés de aderir ao capitalismo midiático. Se compreederem, o natal será enfim como o do final do comercial, com inúmeras pequenas luzes brilhando e confraternizando. Ao trabalho portanto!
Ah, a letra da música é simples, simples:
This little light of mine
I'm gonna let it shine
Traduzindo:Essa minha pequena luz
Eu vou deixar brilharAgora já podem ver o vídeo com outros olhos e outra luz, espero, FELIZ NATAL!
Deixem brilhar...
Então é natal,e eu como tanta gente meio doida por aí, também não sou muito chegado a data. O motivo é aquele mesmo, há muita falsidade e mercantilismo no ar. As pessoas acham que o espiríto de natal significa fazer e adorar imensas árvores de natal e seus pisca-piscas, além de correr atrás dos presentes e guloseimas típicas tão cantados em prosa e verso pela mídia e pelo comércio.
Pois bem, mas não é que vem justamente de um comercial de TV a inspiraçao para esse post e talvez para todo periodo natalino: o filmete "Luzes" da Boticário. Embalado pela música Let It Shine, conhecida na voz da cantora gospel americana Dorothy Norwood, as imagens mostram um pequeno feixe de luz passeando por toda a cidade e chamando a atenção de todos; mais do que das árvores e piscas natalinos.
Pois é, quem dera todas as pessoas compreendessem que o mais importante é a pequena luz que existe em cada um de nós, e que devemos deixá-la brilhar, através de atos verdadeiramente humanos, ao invés de aderir ao capitalismo midiático. Se compreederem, o natal será enfim como o do final do comercial, com inúmeras pequenas luzes brilhando e confraternizando. Ao trabalho portanto!
Ah, a letra da música é simples, simples:
This little light of mine
I'm gonna let it shine
Traduzindo:Essa minha pequena luz
Eu vou deixar brilharAgora já podem ver o vídeo com outros olhos e outra luz, espero, FELIZ NATAL!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Pra recomeçar
Depois de 20 dias sem postagens, o Peixe Antenado está de volta, e com o blogueiro um poquinho mais folgado, acho que a escassez de posts vai diminuir.
Bom, tanta coisa aconteceu, poderia falar sobre tantos assuntos, sobre o show do U2 no Brasil que gostaria de ir, sobre a reta final do campeonato brasileiro, sobre a censura a um cantor de axé aqui em Salvador, sobre o aumento de salário dos deputados, enfim, qualquer pitaco sobre o que rola ao nosso redor.
Mas esse post é um recomeço para o blog, e postarei apenas o clipe de uma música que ficou em minha cabeça enquanto pensava em voltar a escrever aqui. A música é Amor Pra Recomeçar do Frejat. Uma música cuja letra tem até um pouco a ver com essa época de final de ano, em que desejamos coisas e coisas positivas as pessoas mais próximas.
O Frejat deu certo na carreira solo dele, achava que sem a marca do Barão Vermelho por trás, ele não iria longe, mas já conseguiu produzir algunas canções marcantes como essa. Assim, desejo a todos que chegarem até aqui, que não parem tão cedo o que gostam de fazer, que tenham muitos amores, que ganhem dinheiro, mas que saibam viver em paz com as adversidades. E quando se cansarem, encontrem algo bom pra recomeçar.
Música: Amor Pra Recomeçar
Artista: Frejat
Composição: Frejat/Maurício Barros/Mauro Santacecília
Eu te desejo não parar tão cedo
pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar
Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar
Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem
Desejo que você tenha a quem amar...
Bom, tanta coisa aconteceu, poderia falar sobre tantos assuntos, sobre o show do U2 no Brasil que gostaria de ir, sobre a reta final do campeonato brasileiro, sobre a censura a um cantor de axé aqui em Salvador, sobre o aumento de salário dos deputados, enfim, qualquer pitaco sobre o que rola ao nosso redor.
Mas esse post é um recomeço para o blog, e postarei apenas o clipe de uma música que ficou em minha cabeça enquanto pensava em voltar a escrever aqui. A música é Amor Pra Recomeçar do Frejat. Uma música cuja letra tem até um pouco a ver com essa época de final de ano, em que desejamos coisas e coisas positivas as pessoas mais próximas.
O Frejat deu certo na carreira solo dele, achava que sem a marca do Barão Vermelho por trás, ele não iria longe, mas já conseguiu produzir algunas canções marcantes como essa. Assim, desejo a todos que chegarem até aqui, que não parem tão cedo o que gostam de fazer, que tenham muitos amores, que ganhem dinheiro, mas que saibam viver em paz com as adversidades. E quando se cansarem, encontrem algo bom pra recomeçar.
Música: Amor Pra Recomeçar
Artista: Frejat
Composição: Frejat/Maurício Barros/Mauro Santacecília
Eu te desejo não parar tão cedo
pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar
Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar
Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem
Desejo que você tenha a quem amar...
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Ao nosso redor,
Frejat,
Quem sou eu?
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Mês fora de ordem
Que mês! Quanta coisa edificante acontecendo ao nosso redor, hein?!
Vamos aos "melhores" momentos:
- preconceito regional no Twitter( antro de baboseiras) ainda sob o calor da eleição e sob a desfaçatez de quem se "chocou" ao ouvir o que os nordestinos ouvem todos os dias Brasil-centrosul afora. E ouvem até das elites locais.
- os jovens classe média alta que saíram distribuindo agressões em Sao Paulo, continuam frustrando as teorias sobre "ser superior a ralé" dos seus papis e mamis.
- torcedores de grandes clubes do pseudo-país do futebol torceram contra seus próprios times preocupadíssimos com o fato do rival gozar com o próprio pau.
- e lá no Rio, tanques de guerra nas ruas, assombram nossa credulidade. Mas é preciso avisar as autoridades que não há pés de coca nem de fuzis exclusivos do exercito brotando do cimento da favela.
- e não faltou gente na internet achando que a solução era destruir a favela inteira. Oremos por eles.
- enquanto isso, aqui na Bahia nunca se viu tanto lixo imundo musical ser tão facilmente aceito. E tão bem malfeito.
E eu perdi o show de Jorge Benjor e Jau que poderia ter aliviado minha mente de tanta poluição sócio-midiática. E aí me lembro de Caetano Veloso e a sua Fora da Ordem. Não existe música que melhor represente este mês do que essa. E tem quem o ache chato. Mas como diz o final desta canção: Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem, apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final.
Aperte o play para exorcizar este novembro meio doido. Ou não.
Música: Fora da Ordem
Artista: Caetano Veloso
Autor: Caetano Veloso
Vapor barato
Um mero serviçal
Do narcotráfico
Foi encontrado na ruína
De uma escola em construção...
Aqui tudo parece
Que era ainda construção
E já é ruína
Tudo é menino, menina
No olho da rua
O asfalto, a ponte, o viaduto
Ganindo prá lua
Nada continua...
E o cano da pistola
Que as crianças mordem
Reflete todas as cores
Da paisagem da cidade
Que é muito mais bonita
E muito mais intensa
Do que no cartão postal...
Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial...(4x)
Escuras coxas duras
Tuas duas de acrobata mulata
Tua batata da perna moderna
A trupe intrépida em que fluis...
Te encontro em Sampa
De onde mal se vê
Quem sobe ou desce a rampa
Alguma coisa em nossa transa
É quase luz forte demais
Parece pôr tudo à prova
Parece fogo, parece
Parece paz, parece paz...
Pletora de alegria
Um show de Jorge Benjor
Dentro de nós
É muito, é grande
É total...
Meu canto esconde-se
Como um bando de Ianomâmis
Na floresta
Na minha testa caem
Vem colocar-se plumas
De um velho cocar...
Estou de pé em cima
Do monte de imundo
Lixo baiano
Cuspo chicletes do ódio
No esgoto exposto do Leblon
Mas retribuo a piscadela
Do garoto de frete
Do Trianon
Eu sei o que é bom...
Eu não espero pelo dia
Em que todos
Os homens concordem
Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final...
Vamos aos "melhores" momentos:
- preconceito regional no Twitter( antro de baboseiras) ainda sob o calor da eleição e sob a desfaçatez de quem se "chocou" ao ouvir o que os nordestinos ouvem todos os dias Brasil-centrosul afora. E ouvem até das elites locais.
- os jovens classe média alta que saíram distribuindo agressões em Sao Paulo, continuam frustrando as teorias sobre "ser superior a ralé" dos seus papis e mamis.
- torcedores de grandes clubes do pseudo-país do futebol torceram contra seus próprios times preocupadíssimos com o fato do rival gozar com o próprio pau.
- e lá no Rio, tanques de guerra nas ruas, assombram nossa credulidade. Mas é preciso avisar as autoridades que não há pés de coca nem de fuzis exclusivos do exercito brotando do cimento da favela.
- e não faltou gente na internet achando que a solução era destruir a favela inteira. Oremos por eles.
- enquanto isso, aqui na Bahia nunca se viu tanto lixo imundo musical ser tão facilmente aceito. E tão bem malfeito.
E eu perdi o show de Jorge Benjor e Jau que poderia ter aliviado minha mente de tanta poluição sócio-midiática. E aí me lembro de Caetano Veloso e a sua Fora da Ordem. Não existe música que melhor represente este mês do que essa. E tem quem o ache chato. Mas como diz o final desta canção: Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem, apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final.
Aperte o play para exorcizar este novembro meio doido. Ou não.
Música: Fora da Ordem
Artista: Caetano Veloso
Autor: Caetano Veloso
Vapor barato
Um mero serviçal
Do narcotráfico
Foi encontrado na ruína
De uma escola em construção...
Aqui tudo parece
Que era ainda construção
E já é ruína
Tudo é menino, menina
No olho da rua
O asfalto, a ponte, o viaduto
Ganindo prá lua
Nada continua...
E o cano da pistola
Que as crianças mordem
Reflete todas as cores
Da paisagem da cidade
Que é muito mais bonita
E muito mais intensa
Do que no cartão postal...
Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial...(4x)
Escuras coxas duras
Tuas duas de acrobata mulata
Tua batata da perna moderna
A trupe intrépida em que fluis...
Te encontro em Sampa
De onde mal se vê
Quem sobe ou desce a rampa
Alguma coisa em nossa transa
É quase luz forte demais
Parece pôr tudo à prova
Parece fogo, parece
Parece paz, parece paz...
Pletora de alegria
Um show de Jorge Benjor
Dentro de nós
É muito, é grande
É total...
Meu canto esconde-se
Como um bando de Ianomâmis
Na floresta
Na minha testa caem
Vem colocar-se plumas
De um velho cocar...
Estou de pé em cima
Do monte de imundo
Lixo baiano
Cuspo chicletes do ódio
No esgoto exposto do Leblon
Mas retribuo a piscadela
Do garoto de frete
Do Trianon
Eu sei o que é bom...
Eu não espero pelo dia
Em que todos
Os homens concordem
Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
1 ano de blog!
A minha falta de tempo, expresa no último post, é tanta que eu quase deixo passar que há alguns dias atras (dia 18) o blog Peixe Antenado completou 1 ano de pé na estrada virtual.
1 ano e o blog ainda não é o que gostaria que fosse, mas já é muito mais do que achava que poderia ser. Aproveitando a ocasião,vou fazer aqui uma espécie de melhores momentos, colocando links de posts que marcaram esses 12 meses deste espaço. Lá vai:
Primeiro post: Com o pé na estrada
Post mais comentado: Corram blogueiros! vem aí o AI-blog!
Post que mais agradou os leitores: Meu cérebro não é eletrônico
Post mais polêmico: O Nascimento do Brasil Dourado
Post com maior número de page views: Meninos da Mídia
Post comentado no programa Blog da Vez da rádio Elo FM de Minas: Vivendo a vida que não imita a arte
Post que mais gostei de escrever: Ê Filhos de Gandhy...
Todos os posts do Risada Sonora
Todos os posts do Politicar
Todos os Pitacos da Copa
Posts sobre o Carnaval da Bahia
Leiam e divirtam-se com minhas bobagens em forma de opiniões, até dezembro o blog vai estar assim devagar. A partir de janeiro deve melhorar. Voltarei quando tiver tempo ou em edição extraordinária.
Ah, agrdeço a todos que sempre frequentam esse humilde espaço virtual. valeu!
1 ano e o blog ainda não é o que gostaria que fosse, mas já é muito mais do que achava que poderia ser. Aproveitando a ocasião,vou fazer aqui uma espécie de melhores momentos, colocando links de posts que marcaram esses 12 meses deste espaço. Lá vai:
Primeiro post: Com o pé na estrada
Post mais comentado: Corram blogueiros! vem aí o AI-blog!
Post que mais agradou os leitores: Meu cérebro não é eletrônico
Post mais polêmico: O Nascimento do Brasil Dourado
Post com maior número de page views: Meninos da Mídia
Post comentado no programa Blog da Vez da rádio Elo FM de Minas: Vivendo a vida que não imita a arte
Post que mais gostei de escrever: Ê Filhos de Gandhy...
Todos os posts do Risada Sonora
Todos os posts do Politicar
Todos os Pitacos da Copa
Posts sobre o Carnaval da Bahia
Leiam e divirtam-se com minhas bobagens em forma de opiniões, até dezembro o blog vai estar assim devagar. A partir de janeiro deve melhorar. Voltarei quando tiver tempo ou em edição extraordinária.
Ah, agrdeço a todos que sempre frequentam esse humilde espaço virtual. valeu!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Tempo amigo, seja legal!
Devido a falta de tempo do blogueiro, o Peixe Antenado tem tido escassas postagens, levando até mais de 10 dias entre um post e outro. Mas sei que isso não é só privilégio meu, pois vejo muitos blogueiros também se desculpando com seus leitores por aí. E vejo também muitos amigos pessoais que dizem estar sem tempo para tomar uma gelada e botar o papo em dia, da mesma forma que eu também dou minhas desculpas. Tenho levado uma vida nos últimos 3 meses de intensa correria, basta dar uma olhada nos arquivos do blog antes e depois de agosto. Não que antes fosse moleza, mas piorou bastante.
Trabalho, família, faculdade, carro, ônibus, trânsito, banco, médico, contas, consertos, compromissos. Esta é a rotina da maioria economicamente ativa de qualquer grande e até média cidade. Ficamos indo de um lado para o outro, e quando chega o final do dia, temos a sensação de que não fomos a lugar algum.
E talvez essa vida não nos leve mesmo a lugar algum, mas é o que temos. Assim continuamos como soldados cansados rumo a uma guerra perdida. Ah, se aqueles 6 números coincidissem com os meus...
Tenho muitas queixas do tempo, acho que ele não me dá muita atenção, procuro por ele e não acho, queria ter mais encontros com ele. Para poder fazer as coisas que ele e a vida moderna não me deixam fazer.
Pensando nessas coisas durante a semana lembrei da única música que me faz ter esperança de que o tempo um dia escute minhas súplicas, e única música possível de ilustrar este post. Estou falando da simples e doce Sobre O Tempo da simpática e competente banda mineira Pato Fú. Como sempre recomendo: apertem o play, vejam o belo clipe da música, viajem na letra e deixem eu ir, porque tenho que tomar um banho aqui correndo, pra depois sair e...
Música: Sobre O Tempo
Artista: Pato Fú
Composição: John
Tempo, tempo mano velho,
falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final
Uh... uh... ah au...
Uh... uh... ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Trabalho, família, faculdade, carro, ônibus, trânsito, banco, médico, contas, consertos, compromissos. Esta é a rotina da maioria economicamente ativa de qualquer grande e até média cidade. Ficamos indo de um lado para o outro, e quando chega o final do dia, temos a sensação de que não fomos a lugar algum.
E talvez essa vida não nos leve mesmo a lugar algum, mas é o que temos. Assim continuamos como soldados cansados rumo a uma guerra perdida. Ah, se aqueles 6 números coincidissem com os meus...
Tenho muitas queixas do tempo, acho que ele não me dá muita atenção, procuro por ele e não acho, queria ter mais encontros com ele. Para poder fazer as coisas que ele e a vida moderna não me deixam fazer.
Pensando nessas coisas durante a semana lembrei da única música que me faz ter esperança de que o tempo um dia escute minhas súplicas, e única música possível de ilustrar este post. Estou falando da simples e doce Sobre O Tempo da simpática e competente banda mineira Pato Fú. Como sempre recomendo: apertem o play, vejam o belo clipe da música, viajem na letra e deixem eu ir, porque tenho que tomar um banho aqui correndo, pra depois sair e...
Música: Sobre O Tempo
Artista: Pato Fú
Composição: John
Tempo, tempo mano velho,
falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final
Uh... uh... ah au...
Uh... uh... ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
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